O que é mão-pé-boca?

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A Secretaria Municipal de Saúde já registrou casos da doença mão-pé-boca. Entenda o que é esta doença e qual o tratamento.

➡️Qualquer dúvida procure a Unidade Básica de Saúde.

 O que é?

A doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie – um micro-organismo da classe dos enterovírus que se instala no intestino do hospedeiro.

O vírus é transmitido pelo contato com saliva, secreções respiratórias, feridas, objetos e alimentos contaminados, ou até mesmo por um simples toque de mão ou beijo. As fezes também podem repassar a doença.

Quando é mais comum?

Conforme especialistas, a doença é frequente no outono e costuma se propagar, principalmente, em creches e escolas. Assim que os sintomas forem detectados, um médico deverá ser consultado.

Quem está mais suscetível?

Crianças menores de cinco anos.

Quais os sintomas?

O Coxsackie tem um tempo de incubação de até cinco dias. Nesse período, é comum a criança apresentar:

  • Febre alta (acima de 39°C)
  • Pequenas erupções vermelhas e feridas na mão, no pé e na boca
  • Dor de garganta, mal-estar e perda de apetite

Como é o tratamento?

A principal recomendação é repouso absoluto e hidratação. Caso o estado seja grave, medicamentos como anti-inflamatórios ou antitérmicos podem ser utilizados.

Quadro tende a desaparecer sozinho

A mão-pé-boca costuma durar em torno de 10 dias. Durante esse período, é importante que a criança evite lugares fechados, que não tenha contato com outras pessoas e que mantenha uma boa higiene. Mesmo após a melhora, as fezes ainda podem transmitir o vírus por até um mês.

Recomendações aos pais

  • Deve-se priorizar alimentos pastosos (purês ou mingaus) com pouca quantidade de sal para não aumentar a dor de garganta. Sorvetes gelatinas também são uma boa pedida.
  • Bebidas geladas, como água e sucos naturais, são indispensáveis para uma boa hidratação.
  • Os pais devem tomar cuidado com o contato. Lavar as mãos com frequência e não trocar fraldas em lugares públicos evitam o contágio.

Fontes: Daniel Barbosa, médico do Serviço de Pediatria do Hospital Moinhos de Vento, e Claudio Stadnik, infectologista da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

 

*Texto publicado em Gaúcha ZH